Saúde tem a menor maturidade no uso de IA aplicada ao marketing
O setor de saúde brasileiro está significativamente atrasado na incorporação de inteligência artificial para atividades de marketing em comparação com outros setores. Essa conclusão emerge de um levantamento realizado pela ActiveCampaign em colaboração com a Anamid (Associação Nacional do Mercado e Indústria Digital), que avaliou 215 organizações entre empresas contratantes e fornecedoras de soluções. Os resultados indicam que a indústria ainda opera majoritariamente através de processos analógicos e com baixo nível de automação nas estratégias de comunicação e relacionamento com o mercado.
A pesquisa sobre maturidade da IA no marketing revelou que a saúde apresenta os cenários mais críticos quando o assunto é transformação digital. Enquanto setores como varejo, tecnologia e serviços financeiros já avançaram substancialmente na adoção de ferramentas inteligentes para segmentação de públicos, personalização de mensagens e análise de dados de clientes, a saúde permanece em estágios iniciais dessa jornada. Isso representa uma oportunidade perdida de otimizar campanhas, reduzir custos de aquisição e melhorar o engajamento com pacientes e beneficiários.
Para profissionais que atuam com planos de saúde, gestores de empresas de saúde digital e responsáveis por marketing na indústria farmacêutica, essa defasagem na adoção de IA traz implicações práticas imediatas. A falta de automação e inteligência nos processos de comunicação prejudica a competitividade, especialmente em um mercado cada vez mais disputado. Além disso, a dificuldade em utilizar dados para personalizar abordagens pode resultar em mensagens genéricas e menos efetivas. Acompanhar de perto as tendências de implementação de IA e investir em capacitação de equipes e infraestrutura tecnológica tornam-se ações urgentes para que empresas da saúde não fiquem ainda mais distantes de seus pares em outros setores.
Com informações de Medicina S/A.



