Brasileiros estão tomando muito remédio para dormir, aponta estudo da USP
Pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo revela que medicamentos para insônia continuam sendo a principal escolha de tratamento entre brasileiros, apesar de evidências científicas apontarem para abordagens alternativas mais eficazes. O problema afeta aproximadamente um terço da população brasileira, causando impacto significativo na qualidade de vida, bem-estar geral e desempenho profissional dos indivíduos.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é reconhecida internacionalmente como o tratamento de primeira linha para insônia e não envolve uso de medicamentos. No entanto, sua utilização ainda permanece limitada no Brasil, enquanto o consumo de fármacos para dormir continua em patamares elevados. Este cenário levanta questões importantes sobre o acesso à terapia adequada e a dependência de soluções farmacológicas que nem sempre oferecem os melhores resultados em longo prazo.
Para profissionais de saúde suplementar, gestores de planos de saúde e corporativos, estes dados representam uma oportunidade de repensar a cobertura e incentivo de tratamentos não medicamentosos. Investir em programas de TCC pode reduzir custos com medicações contínuas, melhorar a adesão terapêutica dos beneficiários e aumentar a produtividade em ambientes corporativos. É essencial que as operadoras e gestores de benefícios direcionem esforços para ampliar o acesso a essas terapias, educando tanto profissionais quanto pacientes sobre alternativas comprovadamente eficazes.
Com informações de Medicina S/A.



