O Diário da Saúde
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12,7% das terapias oncológicas de listas oficiais estão indisponíveis no SUS, segundo Interfarma

via Futuro da Saúde

Levantamento realizado pela Interfarma revelou que aproximadamente 12,7% dos medicamentos para tratamento do câncer que constam em listas oficiais não estão disponíveis para os pacientes do Sistema Único de Saúde. O diagnóstico expõe uma lacuna importante entre o que o SUS oficialmente oferece e o que realmente chega aos usuários, questionando a efetividade das políticas de incorporação de fármacos oncológicos.

Segundo a análise da entidade, a mera inclusão de um medicamento em listas de cobertura do SUS não garante que o paciente tenha acesso efetivo ao tratamento. Esse cenário afeta milhares de pessoas com câncer que, apesar de ter direito formal a essas terapias, enfrentam barreiras para obtê-las, seja por questões de abastecimento, distribuição ou gestão nos diferentes pontos da rede pública. A indisponibilidade de medicamentos oncológicos representa não apenas um desafio operacional, mas um problema de equidade que compromete os direitos básicos de saúde.

Para gestores de saúde pública e formuladores de políticas, esses dados reforçam a necessidade de alinhamento entre as decisões de incorporação de medicamentos e a capacidade real do sistema de garantir o fornecimento contínuo. O desafio vai além da aprovação: é preciso estruturar mecanismos robustos de abastecimento, rastreamento e distribuição para que as incorporações se traduzam em acesso real. Monitorar a disponibilidade após a inclusão em listas oficiais deve fazer parte da rotina de gestão do SUS, assim como rever os processos que deixam esses medicamentos indisponíveis mesmo estando formalmente inclusos.

Com informações de Futuro da Saúde.

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