Modernização do SUS exige equilíbrio entre inovação e proteção de dados sensíveis, aponta especialista
O Sistema Único de Saúde passa por um processo intenso de transformação digital que traz tanto oportunidades quanto desafios significativos para a gestão pública. Especialistas alertam que a modernização tecnológica do SUS deve caminhar em paralelo com mecanismos robustos de proteção de informações médicas e pessoais dos usuários, já que a adoção de novas ferramentas digitais aumenta exponencialmente a quantidade de dados sensíveis circulando entre sistemas e plataformas distintas.
A modernização do SUS envolve a implementação de prontuários eletrônicos, sistemas de telemedicina, inteligência artificial para diagnósticos e plataformas de gestão de leitos e fluxos de atendimento. Esses avanços melhoram a eficiência operacional, reduzem erros e ampliam o acesso a serviços de saúde em regiões remotas. Contudo, cada uma dessas inovações gera registros detalhados sobre histórico médico, resultados de exames, medicações e até dados genéticos, informações que merecem proteção especial sob a legislação brasileira.
Gestores públicos e profissionais de saúde devem estar atentos à necessidade de investir concomitantemente em infraestrutura de segurança cibernética, capacitação de equipes em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e auditoria regular de sistemas. O equilíbrio entre inovação tecnológica e segurança da informação não é apenas uma questão regulatória, mas um componente essencial para manter a confiança da população no SUS e garantir que a transformação digital traga benefícios reais sem comprometer a privacidade dos pacientes.
Com informações de Saúde Digital News.

