O Diário da Saúde
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Conselho pede ao MPSP apuração de venda de medicamentos em máquinas

via Agência Brasil

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo identificou funcionamento irregular de máquinas automáticas que comercializam medicamentos em condomínios residenciais e outros espaços de acesso público. A prática, constatada durante fiscalizações em municípios como São Paulo e Guarulhos, permite que qualquer pessoa adquira medicamentos sem qualquer verificação ou acompanhamento profissional, gerando riscos significativos à saúde da população. Por essa razão, o órgão solicitou ao Ministério Público do Estado de São Paulo que investigue o caso e tome as medidas cabíveis.

O funcionamento dessas máquinas viola normas estabelecidas para a comercialização de medicamentos no país. A venda irrestrita impede controles básicos de segurança, como confirmar a maioridade do comprador, limitar quantidades de acordo com recomendações terapêuticas e fornecer orientações sobre uso correto dos fármacos. Menores de idade conseguem adquirir medicamentos sujeitos a controle, e usuários podem comprar quantidades superiores às recomendadas, aumentando o risco de intoxicação, interações medicamentosas e automedicação inadequada.

Para farmacêuticos, gestores de saúde e responsáveis pela regulação do setor, esse achado reforça a necessidade de maior vigilância sobre canais de distribuição de medicamentos. A automação de processos deve sempre respeitar protocolos de segurança e exigências legais, especialmente quando envolve produtos que afetam diretamente a saúde. Profissionais da saúde devem ficar atentos a denúncias e participar ativamente do combate a essas práticas irregulares, colaborando com órgãos reguladores e o Ministério Público na proteção do acesso seguro a medicamentos.

Com informações de Agência Brasil.

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